O livro Cidades de Papel, do escritor John Green, nunca teve uma alusão tão perfeita ao discurso da prefeita na leitura anual em Santa Cruz
A SANTA CRUZ DO PAPEL DE ANINHA DE ELCIO NÃO É A MESMA SANTA CRUZ DO POVO SANTACRUZENSE.
Apesar do livro não falar absolutamente nada sobre política, o tema do mesmo é bem sugestivo em relação ao discurso da noite de ontem, dia 10/03/2026, da atual gestora municipal de nossa cidade, Santa Cruz.
A prefeita fez um discurso, mostrando uma verdadeira cidade da Alemanha, da Inglaterra ou até transformando Santa Cruz no Canadá, uma cidade onde não existem problemas sociais, onde não há deficiências nos serviços públicos, onde a máquina não está sobrecarregada, uma cidade onde cada cidadão possui, através da gestão de Aninha de Elcio, uma vida plena e perfeita.
Com um telão montado em frente a Câmara municipal Palácio Teodorico Bezerra, agrupou-se para assistir à leitura anual da prefeita boa parte do quadro de funcionários contratados pela atual administração. Levando em consideração que a população eleitora não se encontrava presente, apenas os funcionários contratados, eufóricos, gritavam, esperneavam e demonstravam satisfação plena ao ouvir o discurso da prefeita.
No entanto, a cidade descrita pela prefeita em seu discurso não corresponde à Santa Cruz onde vivemos. A Santa Cruz do papel não é a mesma Santa Cruz da vida real. No discurso, ela foi, muito infeliz ao retratar uma situação de uma cidade que o povo sabe muito bem não ter passado de mentiras, palavras jogadas ao vento para serem aplaudidas e ovacionadas por aqueles que estavam na frente, seus funcionários.
Texto: ELOILSON SILVA.