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23/11/2025/
A crise atual em Santa Cruz tem revelado algo além da falta d’água, do lixo acumulado e da desorganização administrativa: ela expõe a verdadeira face de alguns dos antigos “heróis” que, no passado, se apresentavam como defensores incansáveis do povo. Militantes e cidadãos que antes erguiam a voz contra a gestão passada agora permanecem em silêncio diante dos problemas que se multiplicam no município.
A gestão atual celebrou contratos milionários e controversos, muitos deles amparados pelo decreto de calamidade público-administrativa — um instrumento que deveria ser excepcional, mas que tem servido de porta aberta para acordos suspeitos, inclusive envolvendo familiares do prefeito e da prefeita. Além disso, denúncias de perseguições políticas, dívida milionária, salários atrasados de médicos, acúmulo de lixo por todos os lados e promessas não cumpridas para solução da crise hídrica compõem o cenário preocupante.
Ainda assim, aqueles que antes lideravam protestos, cobravam transparência e posavam como guardiões da moralidade pública agora adotam um silêncio estratégico. Alguns ocupam cargos de destaque dentro da estrutura municipal; outros desfrutam de salários que chegam a 8 mil reais.

23/11/2025/
O comportamento do radialista Carlos Marciel tem chamado atenção dos ouvintes. Conhecido por anos como uma das vozes mais duras contra a falta de água em Santa Cruz, Marciel agora adota um silêncio desconfortável diante das denúncias que chegam ao seu programa.
Diariamente, moradores ligam para relatar torneiras secas, bairros inteiros sem abastecimento e dificuldades básicas de convivência. Mas, diferentemente do passado, quando o radialista estimulava a indignação e cobrava soluções com firmeza, hoje ele apenas ouve.
O que silenciou Carlos Marciel?

23/11/2025/

Texto : Trairi agora Fotos: Arquivo de André Fotos

Mestre Geraldo Lourenço passa coroa a Clenilson em rito histórico no Sítio Furnas
Transição marca continuidade da tradição da Maruja em Santa Cruz
A comunidade de Santa Cruz acompanhou ontem um momento histórico para a cultura popular local, durante uma celebração no Sítio Furnas. Em um rito raro e simbólico, o Mestre Geraldo Lourenço encerrou publicamente seu ciclo à frente da Maruja e realizou a passagem da coroa para seu sobrinho, Clenilson, agora reconhecido como o novo Mestre.
A cerimônia reuniu moradores, integrantes da tradição e representantes culturais, todos testemunhando a oficialização da mudança de liderança, que marca o fim de uma era e o início de uma nova etapa. Ao retirar a coroa e entregá-la ao sucessor, Mestre Geraldo reforçou o compromisso de manter viva a herança cultural da família e da comunidade.
Geraldo Lourenço, conhecido por sua dedicação e pela preservação das tradições santa-cruzenses, é uma das figuras mais respeitadas da cultura local. Sua saída simbólica da liderança representa um fechamento de ciclo, acompanhado de agradecimentos e reconhecimento ao legado construído ao longo de décadas.
Com a consagração, Clenilson assume a responsabilidade de conduzir a Maruja, preservando os ensinamentos do tio e mantendo o vínculo com as raízes culturais de Santa Cruz. A comunidade recebeu o novo Mestre com apoio e expectativa de continuidade da tradição.
A noite foi marcada por emoção, encontros e celebração da identidade popular de Santa Cruz, reafirmando a importância dos mestres da cultura na manutenção da memória e da história do município.

20/11/2025/
🎼 “A Orquestra da Promessa da Água”
Lucas Diego entra tocando o violino do deboche, afinado no tom “agora eu resolvo”. Jozy segue no piano da entrevista, repetindo a nota do diretor da CAERN: “água tem, o problema é o SAAE”. Michael Pontes completa com a flauta das notícias milagrosas, soprando que “agora vai”.
E então surge a prefeita, maestrina do espetáculo, levantando a batuta e prometendo a grande solução.
A orquestra toca, o povo aplaude… E no final, só sobra o som: o silêncio seco das torneiras.

20/11/2025/
Há pouco mais de um ano, foi reinaugurada em nossa cidade uma das pioneiras em massas e pães, agora sob nova administração. A Panificadora e Restaurante Seridó segue dando continuidade a uma história e a uma marca já solidificada no coração do povo de Santa Cruz e de toda a região Trairi.
Hoje, a Rede Seridó pertence à senhora Fátima Borges, proprietária da unidade Seridó da cidade de Caicó, no Rio Grande do Norte. Dona Fátima conseguiu trazer de volta a Panificadora Seridó, agora com um amplo mix de produtos: pães, bolos, salgados, tortas doces… Além disso, trouxe para Santa Cruz a culinária seridoense, que encantou o paladar do nosso povo, atendendo à necessidade de um lugar onde fosse possível fazer boas refeições, com qualidade e preço justo.
A senhora Fátima Borges trouxe ao nosso município não apenas a marca Seridó, que já possuía uma linda e marcante história em nossa região; ela fez renascer, como uma fênix, a Seridó em Santa Cruz. Hoje, a Seridó Santa Cruz é referência em gastronomia, panificação, atendimento e oferece um dos melhores rodízios de pizza da região Trairi.
Além de resgatar a história da Seridó em nosso município, Fátima Borges também mostrou, na prática, como se trata um trabalhador com humanidade, respeito e dignidade. Ela demonstrou que colaboradores não são apenas funcionários, mas uma verdadeira família. Mostrou como se deve olhar com amor e humanidade para aqueles que dão o melhor de si. E é assim que a Seridó vem construindo sua história, dia após dia, em nossa cidade.
Parabéns, Fátima Borges. Parabéns à Rede Seridó.
Por: Eloilson Silva.

19/11/2025/
  Moradores do bairro Mirante do Alto, em Santa Cruz, manifestaram forte indignação após receberem, em um grupo de WhatsApp, um comunicado inesperado do secretário de Obras, Lucas Diego. Na mensagem, o secretário afirmou — de maneira impositiva — que as rampas de acesso das residências serão quebradas e que cada proprietário será responsável por reconstruí-las posteriormente.
A postura do secretário causou revolta entre os residentes. Segundo eles, não houve qualquer reunião prévia, convite ao diálogo ou tentativa de buscar alternativas menos prejudiciais. A decisão foi simplesmente comunicada, sem direito a contestação.
Lucas Diego justificou a medida dizendo que “é uma norma da Caixa”. Para os moradores, a atitude demonstra falta de sensibilidade e de respeito com quem será diretamente impactado.
“O mínimo seria conversar com a gente, explicar, ouvir sugestões. Mas ele simplesmente avisou que vai quebrar tudo e pronto”, afirmou um dos moradores no grupo.
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